Demissão em massa na Meta: 8.000 funcionários desligados em Maio de 2026
10% da força de trabalho foi desligada e mais 7.000 funcionários realocados em funções prioritárias.
A Meta, empresa-mãe do Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou nesta quarta-feira (20) um novo processo de demissão em massa que deve atingir aproximadamente 8 mil funcionários em escala global. O número representa cerca de 10% da força de trabalho total da companhia, que contava com 78.865 colaboradores em dezembro de 2025.
De acordo com informações obtidas pela Bloomberg e confirmadas pelo g1, as notificações de desligamento começaram a ser enviadas durante a madrugada no horário de Singapura (por volta das 4h locais) para equipes localizadas na Ásia. Na sequência, trabalhadores dos escritórios nos Estados Unidos também passaram a receber os comunicados de dispensa. Ainda não há confirmação se a operação da big tech no Brasil foi afetada nesta rodada.
Realocação e clima interno
O anúncio conclui semanas de tensão interna nos bastidores da empresa, que já havia alertado os funcionários sobre a iminência de novos cortes. Na última segunda-feira (18), a Meta já havia determinado a realocação compulsória de cerca de 7 mil colaboradores de diferentes setores para iniciativas focadas exclusivamente no desenvolvimento de inteligência artificial.
Em um memorando interno enviado aos funcionários, a diretora de recursos humanos da Meta, Janelle Gale, justificou os desligamentos como parte de um esforço macro para “gerir a empresa de forma mais eficiente e compensar os investimentos” do grupo na corrida tecnológica.
O preço da corrida pela IA
A reestruturação reflete uma mudança drástica na destinação do capital da companhia. A Meta planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões (equivalente a uma faixa entre R$ 570 bilhões e R$ 670 bilhões) ao longo do ano de 2026. A fatia majoritária desse orçamento histórico está carimbada para a compra de hardware avançado e expansão de centros de dados.
Como parte dessa estratégia de infraestrutura pesada, a empresa fechou recentemente um contrato bilionário estimado em mais de US$ 60 bilhões com a AMD para o fornecimento de milhões de chips de processamento de dados.
O movimento de trocar pessoal por capacidade de processamento repete a estratégia adotada por outras gigantes do setor de tecnologia, consolidando o ano de 2026 como o período de maior transferência de recursos da folha de pagamento corporativa para a infraestrutura de inteligência artificial.



