16 mil demitidos na Amazon: A empresa tem um Plano B e você?
A busca pela eficiência máxima não poupa ninguém. A empresa já aprendeu a viver sem você. A pergunta é: você sabe viver sem o salário dela?
A notícia correu o mundo hoje: a Amazon demitiu milhares de funcionários. O método? Um e-mail frio, direto, avisando que o acesso aos sistemas seria cortado.
Nas redes sociais, a reação foi imediata: “Que falta de humanidade”, “Onde está a cultura da empresa?”. É natural ficarmos chocados com a frieza. Mas, se olharmos para a realidade do mercado de trabalho hoje, perceberemos que não houve erro algum. Houve apenas eficiência.
O que aconteceu na Amazon — e está acontecendo em bancos, varejistas e empresas de tecnologia — não é sobre “maldade”. É sobre sobrevivência e lucro. As empresas estão investindo pesado em automação, processos e Inteligência Artificial. O objetivo? Depender menos de pessoas.
Se a tecnologia permite fazer o trabalho de 10 pessoas com apenas um software e um operador, a decisão já foi tomada. A demissão é apenas a etapa final de um plano que começou meses atrás.
Seja você um analista, um vendedor, um gerente ou um assistente: se você estiver entre a empresa e a meta de eficiência dela, você será removido.
A assimetria do “Plano B”
Aqui está a verdade dura que ninguém te conta na entrevista de emprego:
Para demitir tanta gente por e-mail e continuar faturando bilhões no dia seguinte, a Amazon precisou de um Plano B. Eles se prepararam. Eles criaram processos, treinaram sistemas e garantiram que a operação não parasse sem você. Eles investiram na segurança deles.
E você? Investiu na sua?
A maioria de nós comete um erro financeiro grave: depositamos 100% da nossa segurança de vida em uma única fonte de renda (o salário). No mundo dos investimentos, colocar todo o seu dinheiro em uma única ação é considerado loucura. Mas no trabalho, chamamos isso de “estabilidade”.
Só que, quando o e-mail de demissão chega, essa estabilidade desaparece em um clique.
A resposta não é largar tudo, é diversificar
É aqui que entra a mentalidade Open Talent. Isso não serve apenas para altos executivos; serve para qualquer profissional que queira ter paz de espírito.
Você não precisa pedir demissão amanhã para empreender no risco. O movimento inteligente é usar o seu emprego atual como o investidor da sua liberdade futura.
Ter uma mentalidade “Open” significa construir caminhos paralelos enquanto você ainda tem o crachá:
Não dependa de um só pagador: Se você é designer, tenha clientes freelas. Se é contador, faça imposto de renda por fora. Se é professor, tenha um curso online. Se trabalha com administração, ofereça consultoria de organização.
Transforme habilidade em produto: O que você faz no trabalho das 9h às 18h pode ser vendido para outras pessoas ou empresas nas horas vagas?
Construa sua rede: Não espere perder o emprego para começar a falar com as pessoas. Esteja sempre ativo no mercado.
Segurança é ter opções
O antigo contrato de trabalho (”eu sou leal e vocês cuidam de mim para sempre”) acabou. Hoje, a relação é temporária. A empresa usa seu talento para crescer, e você deve usar a estrutura da empresa para evoluir e financiar seus projetos pessoais.
Quando a demissão acontece — seja por um e-mail frio da Amazon ou numa conversa difícil na empresa do seu bairro — a diferença entre o pânico e a tranquilidade é apenas uma: opções.
Se a empresa tem um plano para seguir lucrando sem você, é sua responsabilidade ter um plano para seguir pagando seus boletos (e prosperando) sem ela.
Não terceirize o seu futuro. Comece o seu plano B hoje.



